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IRS e otimização fiscal

IRS e otimização fiscal dos investimentos

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Vender ações, receber dividendos e juros: tudo entra no IRS do ano seguinte. O Sharpyield mostra quanto soma cada ano e prepara as linhas de cada anexo da declaração, a partir dos extratos das corretoras.

Grátis, sem prazo e sem cartão. Os primeiros 7 dias incluem as funcionalidades pagas.

O relatório de cada corretora só tem o que lá está. As vendas em dólares ou em francos chegam na moeda da bolsa. Juntar as corretoras e separar as compras que saíram em cada venda era trabalho à mão. Também o era passar a euros ao câmbio oficial e escolher o quadro de cada linha. No Sharpyield essa conta sai dos extratos, regra a regra pelo Código do IRS.

  • O IRS estimado de cada ano, com as mais-valias, os dividendos e os juros.
  • O anexo, o quadro e o código de cada linha da declaração.
  • As vendas lote a lote, pela ordem que a lei manda.
  • O tempo de detenção de cada compra e o saldo das vendas do ano.
  • O Pacote Fiscal em Excel e em XML para o Portal das Finanças.

Quanto IRS dão os investimentos de cada ano?

O separador Fiscal abre com o resultado das vendas do ano e, por baixo, o IRS estimado. O estimado junta três partes: as mais-valias das vendas, os dividendos e os juros. Ao lado ficam a retenção na fonte, as comissões e os juros recebidos.

A composição do IRS por ano põe os anos lado a lado, cada barra dividida nessas três partes. No exemplo, dois terços do IRS de 2025 vêm das mais-valias.

É uma estimativa. Conta cada rendimento à taxa especial que o Código do IRS lhe dá. O imposto final depende da declaração inteira. O botão «Explica o meu IRS» pergunta ao Sharpy, o assistente de IA que responde a perguntas sobre a carteira, como se chega ao IRS estimado do ano.

A composição do IRS por ano no exemplo, de 2019 a 2026, com o balão de 2024, de 2025 e de 2026 a abrir um de cada vez: o IRS das mais-valias, dos dividendos e dos juros e o total do ano
A composição do IRS por ano no exemplo, de 2019 a 2026, com o balão de 2024, de 2025 e de 2026 a abrir um de cada vez: o IRS das mais-valias, dos dividendos e dos juros e o total do ano
O IRS estimado de cada ano, dividido nas mais-valias, nos dividendos e nos juros.

Em que anexo se declara cada rendimento?

Nas vendas conta quem emitiu o título e não a corretora onde está a conta. As ações da Apple vendidas na DEGIRO ou na Interactive Brokers vão ao Anexo J, o dos rendimentos de fora. As da Galp vão ao Anexo G, porque a empresa é portuguesa (art. 18.º, n.º 1, alínea i), do CIRS).

Cada linha do Pacote Fiscal diz o anexo, o quadro e o código. Os dividendos de fora vão ao Quadro 8A do Anexo J, um país de cada vez, com o imposto retido lá fora. No exemplo, os da LVMH entram com o imposto retido em França. Os da Galp já ficaram com o imposto retido em Portugal a título definitivo e não se declaram.

Um valor em moeda estrangeira passa a euros à cotação oficial do dia em que foi pago (art. 23.º do CIRS). O Sharpyield usa a taxa de referência do Banco Central Europeu. O resultado das vendas no topo do separador Fiscal usa o câmbio da corretora, por isso pode diferir uns euros do pacote.

Os guias do Anexo J das ações e dos ETF e dos dividendos estrangeiros explicam o país e o código de cada linha.

A folha dos dividendos do Pacote Fiscal de 2025 no exemplo: cada pagamento com a data, a empresa, o país, a corretora, o anexo, o quadro e o código, o bruto, a retenção e o IRS
A folha dos dividendos do Pacote Fiscal de 2025 no exemplo: cada pagamento com a data, a empresa, o país, a corretora, o anexo, o quadro e o código, o bruto, a retenção e o IRS
A folha dos dividendos do Pacote Fiscal de 2025 no exemplo: cada pagamento com a data, a empresa, o país, a corretora, o anexo, o quadro e o código, o bruto, a retenção e o IRS
A folha dos dividendos do Pacote Fiscal de 2025 no exemplo: cada pagamento com a data, a empresa, o país, a corretora, o anexo, o quadro e o código, o bruto, a retenção e o IRS
Cada dividendo com o anexo, o quadro e o código onde se declara.

Que ações saem primeiro numa venda?

Quem comprou a mesma ação em várias vezes e vende só uma parte precisa de saber que compras saíram. A lei manda que saiam primeiro as compradas há mais tempo, o método conhecido por FIFO (art. 43.º, n.º 8, alínea d), do CIRS). Com a mesma ação em duas corretoras, a conta faz-se em cada uma à parte (n.º 9).

O Sharpyield faz essa conta em cada venda. Cada compra que sai dá uma linha, com a sua data, o seu custo e o seu prazo.

No exemplo, a venda de 24 ações da Johnson & Johnson em julho de 2025 levou duas compras. As 14 de abril de 2019 tinham mais de seis anos e deram ganho. As 10 de julho de 2023 tinham menos de dois e deram perda. Cada compra fica com a sua taxa. Na de 2019, o IRS conta ainda a correção monetária do custo, que a parte seguinte explica.

Depois de uma venda parcial, o preço médio da corretora deixa de bater com o do Sharpyield. O guia do preço médio e do FIFO mostra porquê, com um exemplo.

A folha das mais-valias do Pacote Fiscal de 2025 no exemplo: cada venda com a data da compra pelo FIFO, a data da venda, as unidades, os valores, o ganho ou a perda, o prazo e a taxa, com a Johnson & Johnson em duas linhas
A folha das mais-valias do Pacote Fiscal de 2025 no exemplo: cada venda com a data da compra pelo FIFO, a data da venda, as unidades, os valores, o ganho ou a perda, o prazo e a taxa, com a Johnson & Johnson em duas linhas
A folha das mais-valias do Pacote Fiscal de 2025 no exemplo: cada venda com a data da compra pelo FIFO, a data da venda, as unidades, os valores, o ganho ou a perda, o prazo e a taxa, com a Johnson & Johnson em duas linhas
A folha das mais-valias do Pacote Fiscal de 2025 no exemplo: cada venda com a data da compra pelo FIFO, a data da venda, as unidades, os valores, o ganho ou a perda, o prazo e a taxa, com a Johnson & Johnson em duas linhas
A venda da Johnson & Johnson em duas linhas, uma por compra, cada uma com o seu prazo.

Quanto tempo falta para o imposto descer?

Desde 29 de junho de 2024, o tempo de detenção conta no IRS das ações, dos ETF e de outros títulos cotados. Fica de fora 10% do ganho ou da perda depois de 2 anos, 20% a partir de 5 e 30% a partir de 8 (art. 43.º, n.º 5, do CIRS, da Lei n.º 31/2024). Sobre os 28% de base, dá 25,2%, 22,4% e 19,6%.

Cada compra conta a partir da sua data. Por isso o cartão da detenção divide cada posição pelos escalões das suas compras. Ao lado fica a próxima transição: quando as próximas unidades descem de escalão e quanto isso muda o imposto do ganho de hoje.

No exemplo, o VWCE tem 74,5 unidades compradas em seis vezes, em três escalões.

Só nas ações vendidas com mais de 2 anos (não nos ETF nem nos fundos) as Finanças corrigem ainda o custo pela desvalorização da moeda (art. 50.º do CIRS). As contas do Sharpyield já a incluem.

Cada posição pelos escalões das suas compras, com a data da próxima descida.

Vender com prejuízo muda o IRS do ano?

Muda. O IRS das mais-valias incide sobre o saldo do ano: os ganhos menos as perdas de todas as vendas, em todas as corretoras (art. 43.º, n.º 1, do CIRS). Uma perda realizada no ano abate a um ganho do mesmo ano.

A otimização por perdas mostra esse saldo até hoje. Mostra também o que cada posição em aberto faria ao IRS do ano se fosse vendida hoje, para cima ou para baixo. «Marcar as perdas» simula a venda de todas as que estão em perda. «Limpar» desfaz a simulação.

No exemplo, as duas posições em perda baixavam o IRS de 2026 das mais-valias até zero. É uma simulação com o preço mais recente. O Sharpyield não recomenda vender nem comprar.

O saldo do ano e o que as vendas em perda fariam ao IRS de 2026.

O que traz o Pacote Fiscal?

O Pacote Fiscal junta tudo o que os investimentos renderam num ano, arrumado por anexo, quadro e código. Sai em dois formatos:

  • Excel: uma folha por tipo de rendimento, o resumo do ano e um guia de preenchimento. Serve para conferir e copiar para o Portal das Finanças.
  • XML do Portal das Finanças: a declaração gravada no Portal, com os anexos J, G, G1 e E já preenchidos.

O XML faz-se em três passos:

  1. Grava a declaração no Portal, com o salário e o que as Finanças já pré-preencheram.
  2. Escolhe esse ficheiro no Sharpyield, que lhe junta as linhas do pacote. A declaração não sai do computador.
  3. Abre o ficheiro novo no Portal para validar e submeter.

O XML existe desde os rendimentos de 2025. Em cada ano novo, chega quando as Finanças publicam o formato da declaração. O Sharpyield nunca submete nada.

Os dois formatos do pacote e os três passos do XML para o Portal.
  • Conferida com os extratos

    Cada número vem de um extrato oficial da corretora e é conferido logo que chega. Nada é escrito à mão.

    Como se confere
  • Sem passwords

    O Sharpyield não se liga às contas nem pede acessos à corretora. Basta o extrato que ela já dá.

    Segurança
  • Sem conselhos

    O Sharpyield mostra o que a carteira faz. Não diz o que comprar nem o que vender.

Perguntas frequentes

O Sharpyield entrega a declaração de IRS?

Não. O Sharpyield prepara as linhas de cada anexo e o ficheiro para o Portal das Finanças. Quem abre, valida e submete a declaração é o titular, no Portal. A declaração gravada no Portal junta-se ao pacote no próprio computador e não passa pelo Sharpyield. É informação e não aconselhamento fiscal.

O IRS estimado é o que vou pagar?

É uma referência. Conta cada rendimento à taxa especial do Código do IRS e não sabe o resto da declaração: o salário, as deduções e o agregado. Num caso a lei obriga a somar o saldo das vendas aos outros rendimentos: ações detidas menos de 365 dias, com o rendimento coletável no último escalão (art. 72.º, n.º 14, do CIRS). O imposto final é o que o Portal calcula.

E as perdas de anos anteriores?

As perdas de um ano só passam para os cinco anos seguintes quando o saldo das vendas se soma aos outros rendimentos (art. 55.º do CIRS). O IRS estimado conta cada ano com o seu saldo, por isso o imposto final pode ficar abaixo dele. As perdas e os ganhos de cada ano estão no separador Fiscal e no pacote desse ano.

As comissões das corretoras entram nas contas?

Nas ações, nos ETF, nos fundos e nas obrigações, as comissões das ordens de compra e de venda entram no custo e no valor de venda (art. 51.º do CIRS). Nos derivados, nos warrants e nos certificados ficam fora do valor declarado. As outras taxas da corretora, como a de conectividade, nunca entram.

E se a declaração já trouxer linhas da corretora?

Algumas corretoras com sucursal em Portugal comunicam as operações às Finanças. A declaração pré-preenchida pode trazê-las. Ao juntar o XML, o Sharpyield pergunta, quadro a quadro, se essas linhas são as mesmas do pacote ou de outra corretora. As mesmas trocam-se pelas do pacote e as de outra corretora ficam, para nada contar duas vezes.

E o imposto retido lá fora nos dividendos?

Entra no Quadro 8A do Anexo J, ao lado de cada dividendo. Conta como crédito no IRS português até ao limite do acordo com o país. A parte retida acima desse limite pede-se de volta no país da empresa. A retenção na fonte mostra quanto, a que país e até quando.